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Inflação perdeu força, mas segue acima da meta, aponta BC Meta do governo para a inflação é de 4,5%

  • Publicado em 05/12/2013

Fonte: Do G1, em Brasilia

Autor: Alexandro Martello

O Comit de Poltica Monetria (Copom) do Banco Central afirmou nesta quinta-feira (5), em ata da sua ltima reunio, que elevou a taxa de juros para 10%, que a projeo para a inflao deste ano caiu, mas permanece acima da meta do governo, de 4,5% . \"A projeo para a inflao de 2013 diminuiu em relao ao valor considerado na ltima reunio, porm, permanece acima da meta de 4,5% fixada pelo Conselho Monetrio Nacional (CMN)\", diz o BC na ata. (Correo: ao ser publicada, esta reportagem informou incorretamente que o BC havia retirado da ata o trecho \"O Copom entende ser apropriada a continuidade do ritmo de ajuste das condies monetrias ora em curso\". A frase deixou de ser destacada na ata, como nas edies anteriores, mas continua no texto. A reportagem foi corrigida s 9h26.) Para 2014, a projeo se manteve estvel no cenrio de referncia (que considera taxas de cmbio e juros estveis), acima da meta de 4,5%. Para o terceiro trimestre de 2015, a inflao tambm se posiciona acima da meta. Juros Aps elevar seis vezes a taxa bsica de juros, o Copom manteve a avaliao de que a poltica monetria (definio dos juros bsicos da economia) segue \"especialmente vigilante\", de modo a minimizar riscos de que nveis elevados de inflao, como o observado nos ltimos doze meses, persistam no horizonte relevante para a poltica monetria. No documento, o BC tambm manteve a avaliao de que considera apropriada \"a continuidade do ritmo de ajuste das condies monetrias ora em curso\". A frase, no entanto, perdeu destaque no texto. Porm, acrescentou a seguinte observao: \"Ao mesmo tempo, o Comit pondera que a transmisso dos efeitos das aes de poltica monetria para a inflao ocorre com defasagens\". A taxa bsica da economia vem subindo desde abril, quando estava em 7,25% ao ano (mnima histrica). At o momento, foram seis elevaes seguidas que, ao todo, somaram 2,75 pontos percentuais visto que a taxa est, atualmente, em 10% ao ano. O mercado financeiro acredita, at o momento, em duas novas altas de juros em 2014, sendo a primeira delas justamente em janeiro do ano que vem. Entretanto, os prprios analistas j preveem uma reduo do ritmo de crescimento do juro bsico. A expectativa que o Copom suba a taxa Selic, em janeiro, de 10% para 10,25% ao ano uma elevao de 0,25 ponto percentual (metade do ritmo implementado nos ltimos meses). A outra elevao aconteceria, na estimativa dos analistas do mercado, somente em dezembro do ano que vem quando a taxa subiria para 10,50% ao ano, patamar no qual encerraria 2014. Comunicado do Copom No comunicado divulgado aps a reunio do Copom, na semana passada, a autoridade monetria alterou um pouco o discurso ao retirar a avaliao de que a alta de juros contribuiria para \"colocar a inflao em declnio e assegurar que essa tendncia persista no prximo ano\". Essa frase constava nos ltimos quatro comunicados (reunies entre maio e outubro deste ano). selic-10-materia (Foto: Arte/G1) Repasse da alta do dlar O Copom manteve a avaliao, porm, de que a alta do dlar e a volatilidade (sobe e desce) da taxa de cmbio, verificadas nos ltimos trimestres \"ensejam uma natural e esperada correo de preos relativos\" (alta da inflao). \"Para o Comit, esses movimentos nos mercados domsticos de divisas, em certa medida, refletem perspectivas de transio dos mercados financeiros internacionais na direo da normalidade, entre outras dimenses, em termos de liquidez (quantidade de dlar disponvel) e de taxas de juros. Importa destacar ainda que, para o Comit, a citada depreciao cambial constitui fonte de presso inflacionria em prazos mais curtos. No entanto, os efeitos secundrios dela decorrentes, e que tenderiam a se materializar em prazos mais longos, podem e devem ser limitados pela adequada conduo da poltica monetria\", repetiu o BC. Metas de inflao Pelo sistema de metas que vigora no Brasil, o BC tem de calibrar os juros para atingir as metas pr-estabelecidas, tendo por base o ndice Nacional de Preos ao Consumidor Amplo (IPCA), apurado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatstica (IBGE). Para 2013 e 2014, a meta central de inflao de 4,5%, com um intervalo de tolerncia de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Deste modo, o IPCA pode ficar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja formalmente descumprida. O presidente do BC, Alexandre Tombini, tem afirmado, porm, que a inflao teria queda neste ano frente ao patamar registrado em 2012 (5,84%) e novo recuo no ano de 2014.

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