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Economia mundial vai crescer 3% em 2014, mas não fica livre de 'ameaças' Especialistas esperam um ín

  • Publicado em 19/12/2013

Fonte: Agência EFE

O PIB mundial crescer 3% em 2014 e 3,3% em 2015, de acordo com a antecipao de um novo relatrio divulgado nesta quarta-feira (18) pelas Naes Unidas que tambm alerta que uma das \"ameaas\" para a economia mundial seria o fim \"abrupto\" dos estmulos monetrios nos Estados Unidos. Os especialistas esperam um ndice de crescimento de 3% para o Brasil. As previses da ONU foram divulgadas no mesmo dia em que o Fed deu uma resposta para as especulaes sobre inicio da retirada dos estmulos monetrios com o anncio de uma reduo de US$ 10 bilhes no volume de seu programa mensal de compra de bnus a partir de janeiro. \"O Produto Interno Bruto mundial teve um crescimento baixo em 2013, mas certas melhoras no ltimo trimestre nos levaram a elevar nossa previso para os prximos dois anos\", garantiram os especialistas das Naes Unidas ao antecipar seu relatrio \"Situao e perspectivas da economia mundial em 2014\". Segundo os analistas do Departamento de Assuntos Econmicos e Sociais da ONU (DESA, na sigla em ingls), o fim da \"prolongada recesso\" na zona do euro e na melhoria do crescimento nos Estados Unidos, assim como a capacidade de ndia e China de \"conter\" a desacelerao dos ltimos dois anos justificaram a elevao de suas estimativas para 2014. No caso dos Estados Unidos, a ONU espera um crescimento de 2,5% em 2014, enquanto para a Europa Ocidental os ndices continuam \"baixos\", em torno de 1,5%, segundo a antecipao do relatrio, cuja verso definitiva ser publicada em janeiro. Quanto s economias dos pases em desenvolvimento e em transio, os especialistas esperam um ndice de crescimento de 5% para a ndia e de 2,9% para a Rssia, enquanto a China dever manter os 7,5% \"nos prximos anos\". O estudo considera os principais \"riscos\" e \'incertezas\' que ameaam a economia mundial, entre os quais se destacam a poltica monetria dos Estados Unidos e as batalhas polticas nesse pas em torno do teto da dvida, assim como a \"fragilidade\" do sistema bancrio na zona do euro. Os especialistas asseguram que um final \"abrupto\" dos estmulos monetrios do Banco Central americano (Fed) seria uma \"ameaa\" para a economia mundial, j que poderiam levar a um aumento das taxas de juros em longo prazo nos pases desenvolvidos e em desenvolvimento. As Naes Unidas advertiram, inclusive, sobre o impacto de uma reduo desses programas de expanso quantitativa, e mencionaram \"vendas macias\" nos mercados mundiais, uma \"queda pronunciada\" dos fluxos de capital para as economias emergentes e uma disparada nas premiaes de risco. Deciso do BC dos EUA O Banco Central americano justificou sua deciso de reduzir seus estmulos na melhora das perspectivas da maior economia mundial que o levou a optar por reduzir o agressivo programa de estmulos monetrios no valor de US$ 85 bilhes por ms, iniciado no ano passado, para promover a recuperao. Por outro lado, o estudo apresentado prev tambm que para o prximo ano a inflao em nvel mundial se manter \"controlada\", mas advertiu que a situao no mercado de trabalho vai continuar representando um \"desafio\" para muitas economias, como Espanha e Grcia. Por ltimo, os especialistas alertam que os preos das matrias-primas se mantero \"estveis\" em 2014, sem descartar que possam subir levemente em alguns casos devido a possveis \"tenses geopolticas\", enquanto os fluxos de capital para as economias emergentes sero \"mais volteis\".

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