Com greve de bancários, crédito para pessoa física cai e cliente paga mais Concessões de crédito par
Publicado em 29/10/2013
Fonte: Do G1, em Brasilia
Autor: Alexandro Martello
A greve dos bancrios, que comeou em meados do ms de setembro e que terminou no meio deste ms, custou caro para os brasileiros. Com as agncias fechadas, quem precisou de crdito precisou recorrer s modalidades pr-aprovadas, como cheque especial e carto de crdito que tm taxas mais altas.
Segundo dados do Banco Central, a greve influenciou a concesso do crdito bancrio, que recuou 3% para as famlias no ms passado.
\"A restrio parcial do acesso aos servios bancrios contribuiu para a queda de 3% nos emprstimos s famlias, com nfase para as redues das modalidades de crdito pessoal consignado, 16%, aquisio de veculos, 8,1%, financiamentos imobilirios, 9,5% e crdito rural, 7%\", informou o Banco Central. Neste caso, o que recuou foram as concesses.
Volume total do crdito
Com a greve dos bancrios e o recuo das concesses no ms passado, o estoque (volume de emprstimos em mercado) de modalidades que so buscadas nas agncias, como o crdito consignado, por exemplo, cresceu menos (1%). A taxa de juros do crdito com desconto em folha de pagamentos, que somou 24,3% ao ano em setembro, uma das mais baratas do mercado.
Por conta disso, o consumidor teve de buscar linhas de crdito mais caras no ms passado, como o cheque especial (juros mdios de 143% ao ano em setembro) e o carto de crdito que so pr-aprovadas. Nestes casos, o consumidor no precisa ir s agncias para contratar o emprstimo. No ms passado, os volume total do crdito (estoque) do cheque especial subiu 4,3% e, pelo carto de crdito rotativo, avanou 2,8%.
\"Algumas modalidades em que a concesso depende do acesso do consumidor s agncias foram influenciadas. O crdito imobilirio, por exemplo, cresceu menos neste ms [de setembro]. O cheque especial [procura] pode ter crescido um pouco mais por conta da dificuldade de acesso [s agncias bancrias]. possivel que, no caso do rotativo do carto de crdito, o aumento tambm tenha influncia da paralisao [dos bancrios]\", avaliou Tulio Maciel, chefe do Departamento Econmico do BC.
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