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Com dí­vidas herdadas, prefeitos enfrentam problemas de gestão.

  • Publicado em 04/02/2013

Fonte: RDNews

Autor: Nayara Araújo

Legenda: Prefeitos Arnóbio (Marcelândia), Donizete (Pontes e Lacerda) e Francis Maris (Cáceres)

Autor da Foto: Arquivo

Os prefeitos Arnóbio Vieira de Andrade (PSD), Donizete Barbosa (PPS) e Francis Mariz Cruz (PMDB), que administram Marcelância, Pontes e Lacerda e Cáceres, respectivamente, enfrentam o mesmo aborrecimento: dívida deixada como “herança†pela administração anterior e orçamento considerado pequeno. Em todos os municípios citados, os gestores terão que adiar o início da execução dos próprios projetos porque, antes, precisam “colocar a casa em ordemâ€. Em Marcelância, Arnóbio Vieira garante que o município está totalmente endividando. Ele ressalta que o débito da prefeitura é superior a R$ 2 milhões e, entre as dificuldades enfrentadas, ressalta que há atrasos na folha de pagamento. O social-democrata pontua que a situação acabou prejudicando serviços essenciais como saúde e coleta de lixo. “O IPTU vai ser destinado para pagar estas dívidas, no entanto, não será necessário reajuste. Vou tentar trabalhar com o valor que já existeâ€. O orçamento anual do município é de R$ 22 milhões, mas, de acordo com o prefeito, o valor não é suficiente para atender as demandas. “Dá pra fazer pouca coisaâ€. Em Pontes de Lacerda, Donizete Barbosa expõe que seu antecessor Newton Miotto (PP) deixou a prefeitura com débitos que ultrapassam R$ 1 milhão. Chateado com a situação, o gestor destaca que um de seus desafios será gerir o orçamento anual de R$ 64 milhões, valor considerado pequeno por ele, diante do crescimento do município. De todo modo, o progressista ainda pretende se articular para ampliar a estrutura dos Programas de Saúde de Família (PSF). “Mas vou fazer isso com sabedoria, para aproveitar todos os recursosâ€, disse. Já em Cáceres, Francis Maris alega que o montante deixado como \\"herança\\" é maior. Ele assegura que há uma dívida de R$ 33 milhões, sendo que boa parte deste valor é referente a um débito com a Rede Cemat, por parcelamento de contas antigas. O peemedebista cita também que existem outros R$ 5 milhões da folha de pagamento de dezembro, além de empréstimo consignado do mesmo mês, no valor de R$ 1 milhão. “Consegui pagar 70% dos salários atrasados e espero quitar até o final de mês. Faremos o possível, porque a arrecadação caiu muitoâ€.

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