Com dívidas herdadas, prefeitos enfrentam problemas de gestão.
Fonte: RDNews
Autor: Nayara Araújo
Legenda: Prefeitos Arnóbio (Marcelândia), Donizete (Pontes e Lacerda) e Francis Maris (Cáceres)
Autor da Foto: Arquivo
Os prefeitos Arnóbio Vieira de Andrade (PSD), Donizete Barbosa (PPS) e Francis Mariz Cruz (PMDB), que administram Marcelância, Pontes e Lacerda e Cáceres, respectivamente, enfrentam o mesmo aborrecimento: dÃvida deixada como “herança†pela administração anterior e orçamento considerado pequeno. Em todos os municÃpios citados, os gestores terão que adiar o inÃcio da execução dos próprios projetos porque, antes, precisam “colocar a casa em ordemâ€. Em Marcelância, Arnóbio Vieira garante que o municÃpio está totalmente endividando. Ele ressalta que o débito da prefeitura é superior a R$ 2 milhões e, entre as dificuldades enfrentadas, ressalta que há atrasos na folha de pagamento. O social-democrata pontua que a situação acabou prejudicando serviços essenciais como saúde e coleta de lixo. “O IPTU vai ser destinado para pagar estas dÃvidas, no entanto, não será necessário reajuste. Vou tentar trabalhar com o valor que já existeâ€. O orçamento anual do municÃpio é de R$ 22 milhões, mas, de acordo com o prefeito, o valor não é suficiente para atender as demandas. “Dá pra fazer pouca coisaâ€. Em Pontes de Lacerda, Donizete Barbosa expõe que seu antecessor Newton Miotto (PP) deixou a prefeitura com débitos que ultrapassam R$ 1 milhão. Chateado com a situação, o gestor destaca que um de seus desafios será gerir o orçamento anual de R$ 64 milhões, valor considerado pequeno por ele, diante do crescimento do municÃpio. De todo modo, o progressista ainda pretende se articular para ampliar a estrutura dos Programas de Saúde de FamÃlia (PSF). “Mas vou fazer isso com sabedoria, para aproveitar todos os recursosâ€, disse. Já em Cáceres, Francis Maris alega que o montante deixado como \\"herança\\" é maior. Ele assegura que há uma dÃvida de R$ 33 milhões, sendo que boa parte deste valor é referente a um débito com a Rede Cemat, por parcelamento de contas antigas. O peemedebista cita também que existem outros R$ 5 milhões da folha de pagamento de dezembro, além de empréstimo consignado do mesmo mês, no valor de R$ 1 milhão. “Consegui pagar 70% dos salários atrasados e espero quitar até o final de mês. Faremos o possÃvel, porque a arrecadação caiu muitoâ€.